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Julgamento popular do bioquímico acusado de matar municipária e filho em 2012 começa na próxima segunda-feira

Enf. Márcia Calixto e seu filho Matheus

O crime que chocou Porto Alegre, em 2012, será finalmente julgado. O bioquímico acusado pelo Ministério Público de matar a esposa e o filho irá a julgamento popular a partir da próxima segunda-feira, 19 de junho, às 9h30, no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. A decisão de levar Ênio Luiz Carnetti ao júri, formado por pessoas da comunidade, saiu em 2014.
Ele responde por duplo homicídio triplamente qualificado contra a mulher, a enfermeira e municipária Márcia Calixto Carnetti, à época com 39 anos, e o filho Matheus, que tinha 5 anos. O bioquímico foi preso após o crime, depois de se jogar da ponte do Guaíba, na BR-290.
Márcia trabalhava na Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde da Prefeitura e integrava o conselho deliberativo da Associação dos Técnicos de Nível Superior do Município de Porto Alegre (Astec). Em 2014, foi homenageada pela Prefeitura, passando o nome dela a designar o Centro de Referência da Mulher Márcia Calixto.
Não há mais vagas disponíveis para assistir ao julgamento. O Grupo Márcia Calixto, formado por colegas de trabalho da enfermeira, que fez várias manifestações contra a violência, o machismo e a impunidade, promete acompanhar o julgamento dentro e fora do Tribunal.
Crime abominável
A defesa do acusado chegou a alegar que ele estaria sob surto psicótico, quando cometeu o crime, conforme parecer de médico particular. No entanto, em julho de 2014, um laudo emitido pelo Instituto Psiquiátrico Forense (IPF) atestou a “normalidade” de Ênio.
O crime ocorreu na casa onde a família morava, na Zona Sul da capital gaúcha. Responsável pela denúncia, a promotora Lúcia Helena de Lima Callegari adicionou mais um agravante aos dois que já constavam no inquérito policial: além de motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa das vítimas, os crimes teriam sido cometidos mediante meio cruel.
De acordo com a promotora, o bioquímico teria matado a esposa e o filho motivado por ciúme e desejo de vingança.

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