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Confira mais um artigo do presidente da Astec

Colaboração:

Bibl. Carmem von Hoonholtz

Jorn. Ruvana De Carli

 

Já abordamos em outras crônicas alguns aspectos em que a pandemia do Coronavírus impulsionou a nossa sociedade numa evolução inesperada e impactante. Cabe, então, analisar as alterações que essa catástrofe provoca, na nossa visão de sociedade, em alguns aspectos da vida, como o econômico, social, cultural e político.

O Coronavírus não poupa ricos nem pobres, não respeita preferência política, cultura, conhecimento, conta bancária, plano de saúde, escolaridade etc.  Aliás, começou atacando os mais abastados, aqueles que mais tinham condições ou necessidade de viajar pelo mundo e migrou com eles em direção aos seus trabalhos, aos seus lares, aos seus restaurantes e clubes. Retirou do nosso convívio os que para os demais trabalhavam, reduziu o poder do dinheiro em coagi-los a servir aos outros. Nos mostrou a necessidade de colaborar com os menos aquinhoados, até para que também possam se manter afastados, reduzindo a possibilidade de contágio. Desnudou a verdadeira despreocupação de alguns governantes e empresários com seu povo e seus empregados, alertou para a necessidade de pagar impostos para que o governo possa atender os que ficaram sem nenhuma renda. Mostrou a ignorância de pessoas que insistem em não atender a única prevenção disponível, o isolamento social, o que pode tirar a vida delas e daquelas com quem tiverem contato, disseminando o vírus. Aumentou o convívio doméstico, impondo, dessa forma, uma convivência e uma tolerância maiores, à medida em que impede a fuga do lar. Reduziu a necessidade do sistema viário e do transporte coletivo, o que ocasionou melhoria na qualidade do ar, reduzindo sensivelmente a emissão de poluentes. Ressaltou o valor dos profissionais da saúde, sempre relegados a salários escorchantes nos sistemas de saúde público e privado.

É verdade que o preço de tudo isto são milhares de mortos, de perdas, de saudades e de lágrimas.

Aprendemos, a cada dia, devido à pandemia, pelo pior meio, que não estamos sós no mundo, que o dinheiro não compra tudo, que é preciso colocar-se no lugar do outro, que não temos uma vida independente dos governos que elegemos.

Esperávamos um legado da Copa e das Olimpíadas e esse legado não serviu para resolver o problema da habitação, nem da saúde, muito menos da educação.

Agora temos que aprender com o Corona. Temos que produzir um legado a partir dessa catástrofe. O legado de cooperar para que se reduzam as favelas, a falta de saneamento, a falta de saúde, a falta de responsabilidade na eleição de governantes, a compreensão de que o trabalhador não deve ser explorado, o entendimento de que perante o Corona a acumulação de capital só estimula o vírus a matar mais. Há pouca diferença entre ricos e pobres na hora da UTI e do respirador. Se continuarmos nesse ritmo, em breve nenhum plano de saúde vai garantir UTI de hospital particular – porque estarão todas ocupadas.

Não há certeza alguma de que esse seja o último vírus. Ao contrário, tudo leva a crer que provavelmente outros virão, gerados pela natureza ou produzidos em laboratórios, como armas biológicas. A única convicção é de que devemos aprender as lições desta pandemia, ou seja, esquecer o egoísmo e o individualismo, buscando desenvolver ações que nos protejam como coletividade e que nos possibilitem lançar um novo olhar para o futuro, com mais esperança.

#Se puder, fique em casa!

ASTEC – Diretoria Executiva 2019/2020
RESISTIR E AVANÇAR

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