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O MACHISMO MATA: COMBATER A VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES É RESPONSABILIDADE DE TODOS E TODAS

O feminismo nunca matou ninguém. O machismo mata com grande frequência. Esta é uma realidade inegável, tristemente confirmada pelos números: neste ano, no Rio Grande do Sul, o número de feminicídios já chegou a 67. Fenômenos como redpill, tradwife, machosfera

O feminismo nunca matou ninguém. O machismo mata com grande frequência.

Esta é uma realidade inegável, tristemente confirmada pelos números: neste ano, no Rio Grande do Sul, o número de feminicídios já chegou a 67.

Fenômenos como redpill, tradwife, machosfera e “esposa troféu” estão cada vez mais presentes em diferentes plataformas da internet e, portanto, ao alcance de todas as pessoas, muitas vezes com abordagens que favorecem o avanço da misoginia digital. Há, ainda, redes religiosas, partidos políticos e inúmeras comunidades que defendem uma cultura antifeminista e até mesmo formas de violência contra as mulheres.

Embora possa ser chocante, há mulheres que defendem posturas misóginas. Por mais que seus discursos contradigam suas próprias práticas, alguns casos verificados no recente processo eleitoral brasileiro indicam que ampliar a consciência coletiva sobre os caminhos que levam à redução da violência contra as mulheres é uma tarefa bastante complexa.

Entre as mulheres que conquistaram votações expressivas estão candidatas que defendem pautas antifeministas que vão muito além da discussão sobre o direito ao aborto e de viver uma relação homoafetiva. São parlamentares eleitas para diferentes esferas do Poder Legislativo, com expressiva votação, que defendem posições contrárias a direitos adquiridos, como o próprio direito ao voto, à escolha de uma profissão e a decidir se querem ou não se tornarem mães, além de outras questões, aparentemente mais simples, como o tipo de roupa que as mulheres devem vestir.

Neste grupo, a Astec busca, além de propor a reflexão sobre tudo o que pode levar à dura realidade que resulta na perda de tantas vidas de mulheres pelo simples fato de serem mulheres, conscientizar sobre a necessidade de que todas e todos contribuam para impedir a normalização da violência contra as mulheres. Busca, principalmente, indicar caminhos para evitar que o desfecho desses casos de violência seja o feminicídio.

POR MAIS NENHUMA VIDA PERDIDA! SE SUSPEITAR, DENUNCIE!

NENHUMA MULHER ESTÁ SOZINHA. EM CASOS DE VIOLÊNCIA, BUSQUE AJUDA:

Ligue 190 – Para solicitar socorro imediato.

Ligue 180 – Para orientações e denúncias.

Centro Vânia Araújo Machado – 0800-541-0803.

Centro Márcia Calixto – (51) 3289-5102.

Delegacia da Mulher (atendimento 24 horas) – Rua Prof. Freitas de Castro, 701, bairro Azenha. Telefone: (51) 3288-2172.

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