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JUNTAS CONTRA O FEMINICÍDIO | AGOSTO LILÁS: VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHA!

Mês de conscientização reforça a prevenção da violência contra a mulher e destaca a reeducação de agressores como ferramenta para romper o ciclo de violência. O lilás toma conta do calendário em agosto, mas a luta pelo fim da violência

Mês de conscientização reforça a prevenção da violência contra a mulher
e destaca a reeducação de agressores como ferramenta para romper o ciclo de violência.

O lilás toma conta do calendário em agosto, mas a luta pelo fim da violência contra a mulher precisa acontecer durante todo o ano. Criado para ampliar a conscientização e fortalecer as ações de prevenção, o Agosto Lilás chama atenção para as diferentes formas de violência contra a mulher e para a necessidade de uma rede de proteção cada vez mais efetiva.

Em Porto Alegre, uma das frentes de enfrentamento passa também pela responsabilização e reeducação dos homens autores de violência. Um exemplo é o trabalho desenvolvido pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) por meio dos Grupos Reflexivos de Gênero, iniciativa que existe na Capital desde 2011. Os encontros buscam fazer com que os participantes reconheçam a violência praticada, reflitam sobre seus comportamentos e assumam responsabilidade por seus atos.

A iniciativa integra o Projeto Borboleta, desenvolvido nos Juizados de Violência Doméstica de Porto Alegre. O projeto reúne ações de acolhimento às vítimas e atividades voltadas aos autores da violência. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), desde 2011 os grupos reflexivos do projeto já atenderam centenas de homens, com o objetivo de promover a autorresponsabilização e a transformação de comportamentos.

A proposta não substitui a punição nem diminui a gravidade da violência. Pelo contrário: parte do princípio de que responsabilizar o agressor também significa enfrentar os comportamentos e padrões que alimentam a violência. A reflexão sobre masculinidade, respeito, comunicação e resolução não violenta de conflitos pode ser uma ferramenta importante para impedir que novas agressões aconteçam.

Combater o feminicídio exige, portanto, mais do que agir depois que a violência ocorre. É preciso proteger e acolher as mulheres, garantir a responsabilização dos agressores e investir em prevenção.

Neste Agosto Lilás, a mensagem da Astec é clara: romper o silêncio pode salvar vidas. Nenhuma mulher está sozinha, e combater a violência contra a mulher é responsabilidade de toda a sociedade.

VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHA. EM CASOS DE VIOLÊNCIA, BUSQUE AJUDA:

190 – Para solicitar socorro imediato.

180 – Para orientações e denúncias.

Centro Vânia Araújo Machado – 0800-541-0803

Centro Márcia Calixto – (51) 3289-5102

Delegacia da Mulher (24 horas) – Rua Prof. Freitas de Castro, 701, bairro Azenha – Telefone: (51) 3288-2172.

Clique aqui e acesse o Decreto nº 12.976/2026 na íntegra.

 

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