
Prezadas(os) colegas técnicas(os) da Prefeitura de Porto Alegre,
Diante dos sérios riscos socioambientais apontados no EIA-RIMA do chamado “Projeto Natureza”, da previsão de lançamento de 242 milhões de litros de efluentes por dia no Guaíba e da importância desse manancial para o abastecimento público, a pesca, a biodiversidade e a vida de milhões de pessoas, alertamos as(os) colegas técnicas(os) da Prefeitura de Porto Alegre para que busquem informações adequadas acerca dos impactos reais dessa nova planta de celulose da CMPC, destinada à exportação, que pretende se instalar às margens de um manancial já tão impactado como está o Guaíba. Nesse sentido, clamamos para que possam se somar à defesa de sua proteção.
Mais do que uma posição política, trata-se de afirmar o compromisso técnico e institucional com a prevenção de agravos à saúde da população e com o princípio da precaução diante da possibilidade de degradação desse ecossistema aquático.
O Guaíba já enfrenta impactos e fragilidades agravados pelos eventos climáticos extremos e não pode ser tratado como mero receptor de efluentes, pois é o único manancial para o abastecimento da população de Porto Alegre.
Diante do exposto, conclamamos os servidores e técnicos municipais a se manifestarem em defesa de estudos rigorosos, transparência, autonomia técnica e proteção do nosso patrimônio ambiental.
Proteger o Guaíba é proteger a água, a saúde, a biodiversidade, a economia e o futuro de Porto Alegre.
Associação dos Técnicos de Nível Superior do Município de Porto Alegre (Astec)
Comitê Técnico de Análise Crítica do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) da Companhia Manufatureira de Papéis e Cartões (CMPC)
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