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Entidades de servidores da PMPA se reúnem com representantes do Grupo RBS

Representantes das entidades foram recebidos pelos jornalistas do Grupo RBS, Túlio Milman, Rodrigo Müzell e Daniel Scola, além do vice-presidente Editorial, Marcelo Rech | Fotos: Ruvana De Carli/CarliCom

 

A Astec, juntamente com o Sindicato dos Engenheiros (Senge-RS), a Associação dos Técnicos Científicos do Município de Porto Alegre (Asta), o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-RS) e o Sindicato dos Arquitetos do Rio Grande do Sul (SAERGS) estiveram reunidos, na tarde desta quinta-feira, 19 de julho, com representantes do Grupo RBS, na sede da empresa. O objetivo do encontro foi registrar a estranheza dos municipários com o desequilíbrio apresentado nas coberturas jornalísticas da RBS sobre os fatos que envolvem a relação entre o governo Marchezan e os servidores da Prefeitura de Porto Alegre.

Os representantes do Grupo RBS, jornalistas Marcelo Rech, vice-presidente editorial, Túlio Milman, Rodrigo Müzell e Daniel Scola foram unânimes em afirmar a disposição da empresa em buscar o equilíbrio nos espaços de jornalismo e em considerar que a situação entre servidores e governo, na Prefeitura de Porto Alegre (PMPA), é complexa.

Em relação ao tema das finanças da PMPA,  asseguram que tudo o que lhes foi encaminhado, foi publicado, mas acreditam que o governo soube se articular melhor e, por essa razão, acabou ocupando mais espaço do que o funcionalismo nos noticiários do grupo. Segundo eles, a reportagem “Como Porto Alegre chegou à penúria financeira”, de 6 de julho, foi provocada pela visita do grupo Resistência Municipária ao Grupo RBS, em 19 de junho, para entregar uma carta ao jornal Zero Hora, em protesto contra o teor do editorial publicado por ZH nessa data.

Ainda sobre a reportagem, as entidades observaram que a matéria se baseia em fontes que têm posicionamento claramente favorável ao discurso do governo, apresenta dados descontextualizados e dá eco à ideia defendida pelo prefeito Marchezan de que despesas com os salários e a previdência dos servidores estariam produzindo uma crise estrutural nas finanças municipais. Os representantes dos servidores destacaram, ainda, que em nenhum momento a matéria aborda que os dados apresentados pela administração da PMPA desconsidera, por exemplo, que empresas como Procempa e Carris têm receita própria e não podem ter suas folhas de pagamento contabilizadas como despesa da prefeitura. Também não foi levado em conta, entre outros dados, que o prefeito optou por parcelar salários e tomar empréstimo para pagamento do 13º salário, quando o Tribunal de Contas do Estado indica que havia recursos em caixa e distância do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal para pagar os salários integralmente e em dia, sem necessidade de endividamento por tomada de empréstimo com juros elevados.

Quanto às afirmações feitas pelo prefeito Nelson Marchezan Jr. durante entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, na manhã de hoje, quando chamou o Simpa de “sindicato do mal”, os representantes da RBS afirmaram que os servidores terão espaço para se manifestarem, nesta sexta-feira, no mesmo horário. Eles também anotaram informações acerca de problemas com a precarização dos serviços e das condições de trabalho. Ao final, reiteraram o interesse em manter o diálogo aberto com as entidades, para “buscar entender o que está ocorrendo, a fim de explicar o que acontece, dentro dos limites da técnica”.

Participaram do encontro representando as entidades: o presidente da Astec, eng. Sérgio Brum, e o jornalista Jeferson Miola; o eng. Maércio Cruz, diretor do Senge-RS; o presidente da Asta, adm. Luis Carlos Prates; a vice-presidente do IAB, arq. Maria Tereza Albano; e o presidente do SAERGS, arq. Hermes Puricelli.

ASTEC – Diretoria Executiva 2017/2018
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