terça-feira , agosto 4 2020
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Confira novo artigo do presidente da Astec

Colaboração:

Bibl. Carmem Lapolli von Hoonholtz

Jorn. Ruvana De Carli

O isolamento social, como já comentamos, é, atualmente, o mais efetivo meio de evitar o contágio do Coronavírus. Assim, a maioria de nós teve que permanecer em casa, afastado também das pessoas que nos auxiliavam nas tarefas domésticas, o que significou, além do trabalho em home office, assumirmos as atividades dessas pessoas. Significa que o casal passa a dividir ocupações  como fazer compras on-line, cozinhar, limpar a casa, dar banho no cachorro e no gato, alimentá-los, alimentar e limpar a casa dos canarinhos e do periquito, limpar suas fezes e urina, varrer o pátio, tratar a água da piscina – coisas que terceirizamos em tempos normais. Mais do que isso, cuidar das crianças e ajudá-las nas tarefas escolares que agora não vão mais  à escola, à natação, ao curso de inglês, ao judô, à casa dos avós, à pracinha, ao clube e a outras tantas “ocupações” destinadas a deixar os filhos em algum lugar seguro e que proporcione aprendizado e/ou diversão, enquanto o casal trabalha. Limpar o carro, consertar torneiras, trocar lâmpadas, enfim, dar a manutenção mínima na casa e nos veículos.

Mas, isso é evoluir? Depende do ponto de vista. Se você considerar que pela primeira vez é totalmente dono do seu tempo, podendo se organizar para executar todas essas atividades no horário que preferir, há um ganho de liberdade e, ao mesmo tempo, um desafio.

É também o momento de dividir tarefas por habilidade ou preferência. Caso eu goste de cozinhar e curta gastronomia, posso assumir as refeições e ser feliz demonstrando minhas habilidades e elaborando os cardápios preferidos da família.

Livre da pressão do “leva e busca filhos”, livre da pressão do atraso “que o transporte escolar já vai chegar”, livre dos engarrafamentos. Sabe aquela sensação de não ter tempo para conviver com os filhos? Por agora cessou. Você pode trabalhar em casa, com eles fazendo a maior bagunça debaixo dos seus olhos, pode participar da bagunça com eles, pode ficar até tarde da noite acordado com eles, e/ou fazê-los dormir com uma boa historia. Pode ficar de pijama o dia todo, dando uma folga no uso de cosméticos, no traje habitual, no aperto da gravata e do sapato.

Limpar o carro sem desperdiçar água nem poluir o lençol freático e tratar da água da piscina podem ser excelentes oportunidades de fazer algo junto com seus filhos e cônjuge – no mínimo, seus filhos vão aprender a fazer isso e podem até gostar da atividade.

E seus bichinhos de estimação, você pode vê-los agora durante o dia inteiro, não como antes, só quando você saia ou chegava em casa.

E quantas coisas você precisa melhorar na casa e que antes nem notava? Dá para fazer uma boa lista e até tentar fazer alguns consertos, novas organizações, arrumações, “desapegos” e praticar gestos de solidariedade.

Aquele telefonema para um amigo ou parente que você nunca arrumava tempo, agora pode encaixar. Afinal, você e ele estão em casa, em isolamento social.

A academia fechada, você não tem que enfrentar a tranqueira para chegar lá e nem procurar vaga no estacionamento. Mas, dá para fazer muitos exercícios em casa. Você pode até investir em equipamentos e/ou acessórios para exercícios físicos com auxílio de seu educador(a) físico(a) por meio de vídeo.

Há mil maneiras de dar conta de tudo fazendo você mesmo, fazendo diferente. Se você se planejar, se organizar, criar um cronograma com a liberdade que o home office lhe proporciona, encarar sua família como uma equipe, todas as tarefas domésticas serão atendidas e as relações familiares estreitadas, os conflitos explicitados e resolvidos. Isto não é evoluir?

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